Eva Laranjeira: “O desporto é um treino que ajuda-me a ser melhor no meu papel de líder” 

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Definir uma determinada meta e gerir os recursos à disposição para chegar a ela com a maior eficácia possível, é uma dinâmica que se aplica, por um lado, ao universo da experiência do cliente e, por outro, a uma disciplina competitiva. Eva Laranjeira é piloto de corridas de alta montanha desde 2019 e afirma que, durante a sua incrível ascensão no desporto de motor, conseguiu perceber que liderar um grupo para conseguir um desempenho ótimo na pista pode ter muitas semelhanças com a liderança precisa para gerir conjuntos de pessoas em qualquer negócio.  

“O aspeito emocional é fundamental em todos os âmbitos da nossa vida. Especialmente no meu caso, que tenho uma grande equipa ao meu cargo e devo lidar com muita pressão. Eu diria que é um treino que me ajuda a ser melhor no meu papel de líder”, disse a condutora no seu diálogo com o CX Blog, pouco depois de ter concluído a sua participação na Rampa PêQuêPê da Arrábida, o principal prémio de automobilismo em Setúbal, cuja quadragésima edição foi celebrada entre os dias 23 e 24 de abril.  

Laranjeira relembrou que foi o seu marido (piloto desde há 20 anos) quem a motivou a fazer frente a este desafio, já que via nela as caraterísticas necessárias para ter sucesso. “Para mim acabou por ser algo natural. Claro que ainda existem algumas subidas em que sinto nervos ou ansiedade, mas consigo controlar muito bem essas sensações, e acho que isso ajuda-me a alcançar os objetivos que planeio”, afirmou.  

O espírito inovador e disruptivo também é um valor essencial na hora de tentar desenvolver a melhor experiência para os clientes. Esta mesma iniciativa possui a entrevistada, uma vez que decidiu aventurar-se num mundo que era (e continua a ser) maioritariamente masculino. Em relação aos preconceitos de género que possam encontrar no automobilismo, a piloto explicou: “Somos muitas poucas as mulheres que praticamos este desporto. Ainda existe a ideia de que não podemos chegar ao mesmo desempenho que os homens. Eu demonstrei que isso não é assim no ano passado, quando fui a única mulher na minha categoria e consegui ficar no primeiro lugar”.  

A Rampa da Arrábida é uma competição mítica que tem lugar desde 1982, quando foi criada pela extinta Seção Automobilística do Vitória Futebol Clube. Laranjeira já havia apresentado excelentes intervenções neste cenário no qual se considera local, e, mais uma vez, ficou satisfeita com a sua performance: “Sinto-me muito bem, este desporto gera muita adrenalina e ao mesmo tempo requer um equilibro para focar-se no que se está a fazer já que existe muita pouca margem de erro. É muito gratificante chegar ao final das provas, ver os resultados, e ter sucesso”.